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04 janeiro 2010

Roberto Carlos chega



O Corinthians promove uma grande festa para apresentar mais um reforço para a Libertadores: o lateral-esquerdo Roberto Carlos, que volta ao Brasil depois de um longo período.

Nos arredores do Parque São Jorge desde o início da manhã desta segunda-feira, os torcedores corintianos ocupam em bom número as arquibancadas do local aberto ao público que recebe a apresentação do lateral-esquerdo Roberto Carlos por volta das 12h com direito a um parque temático montado na Fazendinha. O ex-lateral da Seleção Brasileira firmou acordo com o Timão por dois anos e vestirá a camisa 6.

Numa tarde quente de julho de 1987, um Monza cor chumbo estacionou em frente de uma pequena casa próxima ao Centro de Cordeirópolis, cidadezinha a 160 quilômetros de São Paulo. Dois homens saíram do carro. Um era Adaílton Ladeira, coordenador das categorias de base do União São João de Araras, o outro, um dos representantes da prefeitura da cidade.

Na tarde anterior, Ladeira havia assistido a um jogo do time de Cordeirópolis nos Jogos Regionais e ficou impressionado com um lateral-esquerdo baixinho,de 14 anos e nome famoso: Roberto Carlos.

Ladeira queria levá-lo para treinar no União. Seus pais assentiram, mas, no ano anterior, o garoto havia começado a trabalhar como tecedor de fios em tecelagem próxima a sua casa. Nos testes em Araras, Roberto foi bem. Era hora de Ladeira negociar seu “passe” com o dono da tecelagem. Com muito custo, foi acordado que o garoto sairia do trabalho, iria treinar e voltaria para compensar as horas que faltavam. Ladeira o buscava todos os dias, com uma broa e um refrigerante.

Roberto Carlos cresceu – não tanto em estatura, é verdade... –, saiu do União, passou por Palmeiras, Internazionale (ITA), Real Madrid (ESP), Fenerbahçe (TUR) e Seleção Brasileira. Ladeira saiu do União e, hoje, está no Timão, pelo qual foi contratado a primeira vez em 1996.

É coordenador da base do Corinthians, função que exercia no União, em 1987, quando descobriu o lateral do centenário corintiano. Por ironia do destino, no fim da carreira, Roberto jogará pelo mesmo clube do seu descobridor.

– Que coincidência! Não sabia. O tempo passou tão rápido. Quando voltar quero me encontrar com ele – diz o jogador.

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