Ronaldo admitiu não ter mínima ideia do estilo de jogo do Racing-URU, rival do Corinthians, quarta, no Pacaembu, pela Libertadores, mas avisa que esse detalhe não fará muita diferença. Avesso a teipes e jogos editados de adversários, o Fenômeno diz ter aprendido ao longo da carreira que o melhor estudo é dentro de campo.
“Não assisti a nenhum jogo. Não consigo assistir jogos pela televisão. Mas é lógico que a comissão técnica tem preparado vídeo para ficarmos ligados nas principais jogadas deles. Futebol não tem segredo. Logo no início do jogo você analisa as melhores jogadas a fazer. Não dá para pensar muito antes”, explica.
De volta ao time após quase 30 dias afastado em razão de uma fibrose na coxa direita, Ronaldo terá a companhia de Iarley e Jorge Henrique no sistema ofensivo. O camisa 9 corintiano releva eventuais estratégias do time uruguaio e ressalta a necessidade de o time imprimir ritmo alucinante logo nos primeiros segundos de jogo.
“Certamente haverá marcação muito dura, mas a gente não tem que estar preocupado com o time adversário. O importante é ter noção da nossa qualidade e partir para cima desde o começo”.
Ao contrário do Corinthians, que usou a Libertadores como maior presente do clube para o centenário, o Racing tem planos muito mais modestos no torneio. Será sua primeira participação em Libertadores. O alviverde uruguaio faz campanha fraca no Clausura (campeonato local), onde ocupa a 11ª posição. São 16 equipes participantes.
Sem muitos planos de título da Libertadores, Racing-URU pretende aproveitar a imagem do Fenômeno para faturar, mandando sua partida de volta contra o Corinthians para um estádio maior, em Rivera, cidade próxima ao Rio Grande do Sul, com a finalidade de faturar mais com arrecadação.
Seu estádio pode receber pouco mais de 10 mil pessoas. Em Rivera, a capacidade é de 30 mil espectadores. O clube de Montevidéu negocia com empresários para mudar o local do jogo, marcado para 14 de abril.




