Outra postagens
11 fevereiro 2010
Com 11 na linha, Mano Menezes escala Castán, Ralf, Souza e Edno como titulares
Sem o zagueiro Chicão, vetado por dores no calcanhar direito, Leandro Castán pode estrear com a camisa alvinegra. Ele formou dupla com William. A zaga teve ainda o lateral-direito Alessandro e o lateral-esquerdo Roberto Carlos, liberado para jogar pelo efeito suspensivo obtido pelo departamento jurídico do clube na terça-feira.
No meio-de-campo, Ralf volta a ser titular no revezamento feito com Marcelo Mattos. Elias, Tcheco e Jorge Henrique foram mantidos. O meia Danilo, outro que pode ser titular, ficou no hotel por causa de dores musculares nas coxas, mas deve treinar à tarde. Já o volante Edu apenas correu ao redor do gramado. No entanto, está liberado.
As outras novidades estão no ataque. Edno, autor do gol que fechou a goleada sobre o Sertãozinho, trabalhou na equipe principal, ao lado de Souza e Iarley. A confirmação da escalação, porém, só acontecerá depois do treinamento de sexta-feira pela manhã, novamente na Arena.
Utilizando apenas metade do gramado, Mano Menezes comandou um treinamento de posse de bola. Os goleiros Felipe, Julio Cesar e Danilo treinaram do outro lado.
Os titulares jogaram com: Alessandro, William, Leandro Castán e Roberto Carlos; Ralf, Elias, Tcheco e Iarley; Edno, Souza e Jorge Henrique. Já os reservas atuaram com; Balbuena, Paulo André, Renato, Escudero e Dodô; Moacir, Marcelo Mattos, Jucilei, Boquita e Morais; Bill.
É um jogo, não uma guerra
Atacante foge do discurso tradicional do torneio e, depois de jogá-la por Paysandu, Boca e Inter, exige frieza e trabalho estratégico do Timão.
Iarley chegou ao Corinthians com o peso de ser o jogador mais experiente em Libertadores, grande sonho dos alvinegros no ano do centenário. Mas, ao contrário do pensamento da maioria dos clubes brasileiros, o atacante acaba com a fama de guerra da competição e aponta a frieza e o trabalho estratégico como determinantes para chegar ao título.
- É uma competição que você precisa ser frio fora de casa. É um dos pontos principais. Aprendi isso no Boca e trouxe para o Inter. Muitas pessoas falam que a Libertadores é pegada, que os árbitros não marcam faltas. Não é bem assim. É um jogo, não uma guerra. É preciso ter paciência e jogar com tranquilidade. Tem que jogar em casa fazendo o melhor. Se não ganhar, tem o jogo fora. Vai ter alguma vez que não vai dar para ganhar. Então, perde de um gol, empata, para ter condição de virar em casa – explicou.
O atacante não acredita que a falta de experiência do Corinthians poderá prejudicar o rendimento da equipe. Para ele, a presença de atletas renomados já será fundamental para o Timão ter condições de fazer uma boa campanha. Dos grandes de São Paulo, o clube é o único que ainda não venceu o torneio, o que aumenta a pressão sobre os atletas.
- O Corinthians não tem essa experiência, mas o Mano e o elenco têm. A falta de experiência do clube não vai pesar porque o grupo é experiente. Os jogadores estão acostumados com pressão. O grupo é qualificado – acrescentou.
A Libertadores, aliás, ficou marcada na carreira de Iarley. O jogador ganhou destaque ao marcar em plena Bombonera o gol da vitória do Paysandu sobre o Boca Juniors-ARG, em 2003. Meses depois, foi comprado pelo clube argentino, sendo campeão mundial. Já em 2006, levou o título sul-americano com o Internacional.
- A Libertadores foi fundamental em minha carreira pelas conquistas e para a visibilidade. Acho que a competição se encaixa na minha maneira de jogar. A estrela é sem dúvida você ter vontade de fazer o melhor. Fui bem preparado com o Paysandu contra o Boca e fiz o gol da vitória. Logo depois, já estava no Boca. São os grandes jogos que demonstram o jogador que você. É se preparar bem para esse tipo de jogo – ressaltou.
Língua e argentinos preocupam Roberto Carlos na Taça Libertadores
Roberto Carlos tem no currículo a disputa de apenas uma Taça Libertadores, em 1994, pelo Palmeiras. Não foi campeão, mas acumulou em 14 anos na Europa experiência de sobra para saber os obstáculos que o Corinthians terá pela frente a partir do dia 24 de fevereiro, quando estreia contra o Racing-URU, no Pacaembu. Além da diferença da língua para os outros países que disputarão o torneio, o lateral-esquerdo alerta também para a força dos argentinos e pela tentativa tentarem acabar com o favoritismo dos brasileiros.
- Somos o único país que fala português. Nossa preocupação é o que podem preparar para nós. Nunca sabemos o que vem do outro lado. Os brasileiros sempre são favoritos e os outros não querem que um brasileiro ganhe. Vamos passar por muitas dificuldades, mas, nos jogos em casa, temos de mostrar nossa potência. A estreia vai ser tensão total, mas depois é como Copa do Mundo. O primeiro jogo é o mais difícil, mas depois embala – afirmou o lateral, eliminado com o Verdão pelo São Paulo, nas oitavas de final de 94.
O pentacampeão não acredita que o caminho alvinegra será mais calmo com as ausências dos argentinos River Plate e Boca Juniors, eterna pedra no sapato das equipes nacionais. Para eles, Lanús, Vélez, Estudiantes e Banfield, que ficaram com as vagas do país vizinhos, podem surpreender, já que passaram pelos times mais tradicionais.
- Esses clubes eliminaram os dois. Então, algo de errado aconteceu para o Boca e o River não disputarem. Nós somos favoritos, mas esses clubes também – acrescentou.
Roberto Carlos aposta que a mescla feita pela diretoria com jogadores experientes e outros ainda novatos em competições internacionais pode ser benéfica. Dos 32 atletas que fazem parte do grupo, apenas o atacante Iarley (Boca e Inter) e o meia Danilo (São Paulo) foram campeões da Libertadores. O capitão William, o meia Tcheco e o técnico Mano Menezes foram vices com o Grêmio, em 2007, perdendo para o Boca.
- A pressão existe em qualquer clube grande. Aqui, a pressão existe diariamente, mas não só por ser o ano da Libertadores. O Corinthians é grande e tem sempre que buscar títulos. Acredito que estamos no caminho certo. O grupo é forte e a torcida está confiante. Todo mundo nos vê como favoritos, mas temos que demonstrar isso na competição. Muitos jogadores já disputaram e outros não. É importante unir experiência em competições importantes com quem quer vencer pela primeira vez – completou.
As rapidinhas
Hospício - Piloto do Corinthians na Stock Car, o paranaense Ricardo Zonta repetiu um clichê comum a reforços da equipe de Mano Menezes. "Sou mais um louco para o bando", afirmou, em entrevista à Rádio Coringão. Ele contou ainda que Rodrigo Sperafico, vice-campeão da categoria em 2007, é o favorito a ser seu companheiro de equipe.
Elogio - Finalmente apresentado pelo Corinthians, o versátil Moacir agradou ao comandante do time nos treinamentos. "Estou gostando do desempenho dele. É um jogador com velocidade, força e bom acabamento de jogadas. É mais uma boa opção para nós", comentou Mano Menezes.
Discurso ensaiado - Na apresentação de Moacir, o diretor de futebol Mário Gobbi falou algumas das frases que sempre usa nessas ocasiões. "O seu sucesso é o sucesso do Corinthians" é uma das prediletas do dirigente.
De mudança - O Corinthians começou a treinar na Arena Barueri na tarde desta terça-feira, mas ainda não confirma se utilizará o local no Campeonato Paulista e no Campeonato Brasileiro. "Isso é com a administração e com o marketing, não com o departamento de futebol", esquivou-se Gobbi. "Ainda não sabemos, mas o estádio oferece boas condições", aprovou Mano.






