
Muito prazer, eu sou Ronaldo
Quando Ronaldo Luis Nazário de Lima, 32, foi anunciado como novo reforço do Corinthians, a desconfiança tomou conta do Parque São Jorge. Seria ele capaz de dar a volta por cima pela terceira vez, após mais uma grave lesão no joelho?
Os críticos não pouparam o pentacampeão mundial. Diziam que ele estava fora de forma, que já não tinha o mesmo interesse por jogar futebol e estava longe de ser o jogador que surgiu em 1993, vestindo a camisa cruzeirense e que, pouco tempo depois, ganhou a Europa, sendo considerado o melhor do mundo em três oportunidades, em votação da Fifa.
Mas bastou a bola começar a rolar para que o Fenômeno calasse seus críticos. Um a um, todos tiveram que se render à habilidade e à genialidade que o consagraram como um dos melhores de todos os tempos.
Mesmo fora de forma, com alguns quilinhos a mais - problema que ainda o persegue -, Ronaldo já supera alguns dos principais ídolos da fiel torcida corintiana.
Em 13 jogos, o atacante marcou 10 gols, atingindo uma média de 0,76 por partida. "Se a chance aparece, tem de aproveitar. Alguém tem que fazer os gols e, por acaso, sou eu", destacou o jogador em entrevista durante a semana.
Em comparação com os dez maiores goleadores da história do Timão, Ronaldo só perde para dois: Neco (quarto maior goleador, com 235 gols, marcados entre 1913 e 1930) e Flávio Minuano (nono, com 170, que vestiu a camisa do Timão entre 1964 e 1969). Nas 13 primeiras oportunidades em que ambos defenderam as cores alvinegras, balançaram as redes adversárias 12 vezes, uma média de 0,92.
Campeão paulista invicto e eleito o melhor jogador do campeonato, Ronaldo chega para o Brasileiro motivado e disposto a superar novas marcas. Como a de artilheiro do Brasileirão, feito que não alcançou no Cruzeiro. Hoje, contra o Internacional, o atacante não jogará, mas é a principal arma corintiana no retorno da equipe à elite do futebol brasileiro.
Palavras do Fenômeno
"É normal que pouca gente acreditasse no meu retorno. Tudo o que fiz e estou fazendo hoje é porque gosto de jogar futebol"
"Depois de 15 anos na Europa era mesmo o momento de voltar ao Brasil. Agora pretendo encerrar minha carreira no meu país"





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