Corinthians aprende a jogar sufocado e exalta maturidade rumo ao título

Saber ser pressionado e aproveitar o momento com experiência e tranquilidade. Se o Corinthians está acostumado a sufocar os adversários quando joga em casa, a equipe também está aprendendo nesta temporada a se comportar como visitante. E destaca essa postura como arma fundamental para chegar ao título da Copa do Brasil e à sonhada vaga na Libertadores de 2010.
Na última quarta-feira, no empate por 2 a 2 com o Fluminense, os comandados de Mano Menezes foram eficientes no primeiro tempo e conseguiram boa vantagem ao abrir 2 a 0. Tomaram um susto na etapa final, mas seguraram o time carioca depois do empate e confirmaram a vaga na semifinal. O mesmo já tinha acontecido em outras oportunidades neste ano.
"O futebol é assim. Quando se enfrentam duas equipes grandes, temos o nosso momento, mas temos que ficar preparados porque eles também viverão o momento deles. Hoje temos uma equipe que sabe conviver com esses momentos e jogar sem volume. Para isso, é preciso ter jogadores com mais experiência. É algo que vai nos tornando mais fortes", opinou Mano Menezes.
Nos confrontos decisivos que teve nesta temporada, o Corinthians soube administrar bem as partidas fora de casa. O maior susto foi diante do Atlético-PR, nas oitavas de final. O time rubro-negro abriu 3 a 0, mas a equipe paulista mostrou a calma necessária no segundo tempo para diminuir para 3 a 2. Depois, no jogo de volta, fez a lição de casa.
Pela Copa do Brasil, o Corinthians teve bons resultados fora contra o Fluminense (2 a 2, após abrir 2 a 0), Misto (2 a 0) e Itumbiara (2 a 0). Na fase final do Paulista, a equipe venceu fora de casa São Paulo (2 a 0) e Santos (3 a 1), este último na decisão do campeonato.
Para Mano, a maturidade de seu elenco tem sido fundamental para os bons desempenho fora de casa. "É preciso ter jogadores com mais experiência. Alguns entram mais devagar no jogo, mas vão aprendendo aos poucos. Temos a capacidade para fazer isso.
"Os números do duelo contra o Fluminense mostram que pressão do adversário não faltou. Felipe, por exemplo, precisou fazer nove defesas e cinco intervenções, segundo o Datafolha. Do outro lado, Fernando Henrique executou três defesas e duas intervenções.
"Naquele momento [segundo tempo] nos tornamos uma equipe defensiva, mas não é o treinador quem pede isso, é o adversário que te empurra. O adversário foi melhor naquela hora e você precisa saber fazer a leitura do que ocorreu", completou Mano





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